Me arranque um braço, mas me deixe com quem eu amo ...
E no meio do processo todo, teve uma outra restrição, e essa me fez, pela primeira vez, quase não conter o choro, na sala do médico.
Por ficar incomodada com uma dificuldade de respirar que eu sentia, passei no (pneumo?) enfim, no tal do médico que cuida das vias respiratórias.
Pediu um exame de sangue de alergia e o resultado,s egundo ele: nunca tinha visto um indíce tão alto de alergia num exame de sangue.
O motivo: pêlos.
E olha só que coisa!! SÓ porque eu tenho 4 gatos e 1 cachorro em casa? Ah, vá, que besteeeeiraaaa!
Ele pediu claramente, pra que eu me livrasse dos bichos. Se não fosse pra doar (HEIN? quanta humanidade hein, doctor??) que eu arranjasse um lugar pra que eles ficassem, até o fim do meu tratamento.(claro, porque tem muita gente vibrando, pra poder acolher 4 gatos de uma vez só!)
Juro, escutar aquilo, pra mim foi como se tivessem falado: se livre dos seus amigos que eles estão te fazendo mal, mate eles todos, pro seu próprio bem.
Eu tenho uma relação com meus bichinhos que imagino que seja comum à todas as pessoas que amem animais. Eles são parte da família.
Não, eu não visto meus gatos de Papai Noel, nem minha cachorra anda com sapatinhos ridículos enfiados nas quatro patas. Isso não significa que você tem amor pelos bichos,significa que você é uma anta e egoísta e não entende que seus bichos se sentem desconfortáveis usando aquela porcaria, que você achou lindo e colocou pra sua própria satisfação.
Momento Felícia on
Eles fazem parte da casa, são amados, todos têm uma personalidade única e fazem parte da minha vida.
São eles: Sofia, Miguel, Magali, George e Milu ( a cachorra).
Tinhamos o Max, um yorkshire que morreu em dezembro de 2007, me mostrando o quanto é sofrido perder um bicho. E anunciando o início de 12 meses de muita coisa ruim pela frente (2008).
E a Filó que despencou da janela, porque aparentemente, ela curtia um parkour pela janela da cozinha em dias de chuva :( (O Miguel também, mas depois de um parkour sem sucesso e despencar do 4 andar, ele não chega nem perto da janela mais)
Todos eles foram pegos na rua (tirando o Max), pela assessora mor do SOS Animais: minha mãe.
O processo de resgate é burocrático: ela pega o bichinho, aparece com ele em casa, mostra pra mim e pro meu irmão e conta toda a história sofrida do animal:
-Encontrei numa caixa de papelão, no lixo.(Sofia)
- Encontrei no parque, uma moça tinha acabado de abandonar ele, coitado. (Miguel)
E aí o SOS animais ganhou um colaborador, meu irmão:
- meu chefe tem uma gata que deu cria e ele não pode ficar com o filhote (Magali)
- olha mãe, achei do lado da casa da fulana, tava num buraco, enfiado num arbusto, todo molhado, na chuva. A gente vai ficar com ele aqui, até o cachorro da fulana crescer, e aí ela vai levar pra casa dela. (George e a maior história lorota da face da terra)
E a Millu, a gente resgatou quando eu estava no metrô às onze da noite, e ela me aparece, suja e obviamente abandonada, porque ia atrás de qualquer ser humano que entrava pela porta.
Fiquei com dó, mas a idéia de enfiar ela dentro do carro, foi da embaixadora (porque depois de 4 bichos adotados, vira embaixadora né?), minha mãe.
A coitada da cachorra pegou trauma do abandono, porque até hoje sai correndo em direção à porta de casa, no fim do passeio.
Isso quando se recusa ir passear com o andador de cachorro (reitero que também abomino essa terceirização de serviço animal, .Você tem um cachorro, é o mínimo você ter meia hora pra passear com ele. Idéias de mamãe..Mas ela também tava precisando melhorar uns desvios de comportamentos caninos) quando termina o passeio na rua.
Certeza que ela deve pensar:
- e se esse cara me levar pra passear e NÃO me trouxer de volta? Não quero ir!!
A coitada sofre até quando te espera no elevador pra subir e você resolveu brincar de esconde esconde.
Sai correndo que nem um louca, pela garagem, com aquela cara, de " Mano, cadê vc???? Tá louca sumir, assim, quer me matar??"
O passo dois da burocracia é o processo de acolhimento e transição do desabrigado:deixa ele fazer a festa o dia inteiro e coloca-o na área de serviço, escondendo do meu pai, no fim da noite, durante alguns dias.
E o bizarro é meu pai não falar nada, vendo a gente entrar no quarto dos fundos e passar horas lá dentro.
Depois, bom, ele tem que aceitar porque o bicho já tava ali há uma semana e 'pômaior sacanagem abandonar ele DUAS vezes né, pai??'
Garanto, é infalível.
Momento Felícia off
Concluindo, o doctor, vendo que eu estava prestes a chorar copiosamente, surgiu com a idéia de eu andar com máscaras pela casa.
- Ok!
E sem pegar eles no colo,abraçar, escovar, fazer cafuné, deixar eles dormir na sua barriga, nas suas costas, no seu joelho ou qualquer parte estranha que eles bizarramente, conseguem se aconchegar.
- Ok!
A caixa de máscara tá no meu banheiro até hoje. Usei duas.
E tô viva, olha só!
Por ficar incomodada com uma dificuldade de respirar que eu sentia, passei no (pneumo?) enfim, no tal do médico que cuida das vias respiratórias.
Pediu um exame de sangue de alergia e o resultado,s egundo ele: nunca tinha visto um indíce tão alto de alergia num exame de sangue.
O motivo: pêlos.
E olha só que coisa!! SÓ porque eu tenho 4 gatos e 1 cachorro em casa? Ah, vá, que besteeeeiraaaa!
Ele pediu claramente, pra que eu me livrasse dos bichos. Se não fosse pra doar (HEIN? quanta humanidade hein, doctor??) que eu arranjasse um lugar pra que eles ficassem, até o fim do meu tratamento.(claro, porque tem muita gente vibrando, pra poder acolher 4 gatos de uma vez só!)
Juro, escutar aquilo, pra mim foi como se tivessem falado: se livre dos seus amigos que eles estão te fazendo mal, mate eles todos, pro seu próprio bem.
Eu tenho uma relação com meus bichinhos que imagino que seja comum à todas as pessoas que amem animais. Eles são parte da família.
Não, eu não visto meus gatos de Papai Noel, nem minha cachorra anda com sapatinhos ridículos enfiados nas quatro patas. Isso não significa que você tem amor pelos bichos,significa que você é uma anta e egoísta e não entende que seus bichos se sentem desconfortáveis usando aquela porcaria, que você achou lindo e colocou pra sua própria satisfação.
Momento Felícia on
Eles fazem parte da casa, são amados, todos têm uma personalidade única e fazem parte da minha vida.
São eles: Sofia, Miguel, Magali, George e Milu ( a cachorra).
Tinhamos o Max, um yorkshire que morreu em dezembro de 2007, me mostrando o quanto é sofrido perder um bicho. E anunciando o início de 12 meses de muita coisa ruim pela frente (2008).
E a Filó que despencou da janela, porque aparentemente, ela curtia um parkour pela janela da cozinha em dias de chuva :( (O Miguel também, mas depois de um parkour sem sucesso e despencar do 4 andar, ele não chega nem perto da janela mais)
Todos eles foram pegos na rua (tirando o Max), pela assessora mor do SOS Animais: minha mãe.
O processo de resgate é burocrático: ela pega o bichinho, aparece com ele em casa, mostra pra mim e pro meu irmão e conta toda a história sofrida do animal:
-Encontrei numa caixa de papelão, no lixo.(Sofia)
- Encontrei no parque, uma moça tinha acabado de abandonar ele, coitado. (Miguel)
E aí o SOS animais ganhou um colaborador, meu irmão:
- meu chefe tem uma gata que deu cria e ele não pode ficar com o filhote (Magali)
- olha mãe, achei do lado da casa da fulana, tava num buraco, enfiado num arbusto, todo molhado, na chuva. A gente vai ficar com ele aqui, até o cachorro da fulana crescer, e aí ela vai levar pra casa dela. (George e a maior história lorota da face da terra)
E a Millu, a gente resgatou quando eu estava no metrô às onze da noite, e ela me aparece, suja e obviamente abandonada, porque ia atrás de qualquer ser humano que entrava pela porta.
Fiquei com dó, mas a idéia de enfiar ela dentro do carro, foi da embaixadora (porque depois de 4 bichos adotados, vira embaixadora né?), minha mãe.
A coitada da cachorra pegou trauma do abandono, porque até hoje sai correndo em direção à porta de casa, no fim do passeio.
Isso quando se recusa ir passear com o andador de cachorro (reitero que também abomino essa terceirização de serviço animal, .Você tem um cachorro, é o mínimo você ter meia hora pra passear com ele. Idéias de mamãe..Mas ela também tava precisando melhorar uns desvios de comportamentos caninos) quando termina o passeio na rua.
Certeza que ela deve pensar:
- e se esse cara me levar pra passear e NÃO me trouxer de volta? Não quero ir!!
A coitada sofre até quando te espera no elevador pra subir e você resolveu brincar de esconde esconde.
Sai correndo que nem um louca, pela garagem, com aquela cara, de " Mano, cadê vc???? Tá louca sumir, assim, quer me matar??"
O passo dois da burocracia é o processo de acolhimento e transição do desabrigado:deixa ele fazer a festa o dia inteiro e coloca-o na área de serviço, escondendo do meu pai, no fim da noite, durante alguns dias.
E o bizarro é meu pai não falar nada, vendo a gente entrar no quarto dos fundos e passar horas lá dentro.
Depois, bom, ele tem que aceitar porque o bicho já tava ali há uma semana e 'pômaior sacanagem abandonar ele DUAS vezes né, pai??'
Garanto, é infalível.
Momento Felícia off
Concluindo, o doctor, vendo que eu estava prestes a chorar copiosamente, surgiu com a idéia de eu andar com máscaras pela casa.
- Ok!
E sem pegar eles no colo,abraçar, escovar, fazer cafuné, deixar eles dormir na sua barriga, nas suas costas, no seu joelho ou qualquer parte estranha que eles bizarramente, conseguem se aconchegar.
- Ok!
A caixa de máscara tá no meu banheiro até hoje. Usei duas.
E tô viva, olha só!
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