Esperança, hope, l'espoir, esperanza.

Das várias línguas, surgem seus vários ditados.

Na minha, grande língua tupiniquim verde amarela, temos a clássica: "A esperança é a última que morre."


Também tem milhares de outras, bem interessantes, que Mr google nos traz num piscar de olhos.

Uma que gosto muito é: " When the world says ' give up',hope whispers 'try it one more time'.Pra mim, a tal da esperança é prima irmã da fé. Uma não vive sem a outra e quase se misturam, em sua própria nobre existência.

Mas o que a gente faz, quando essa tal fé e esperança que você sempre deu de brinde de tanta abundância, escorre pelo ralo ?


Cada fio de cabelo arrancado, cada lágrima, é um tantinho de esperança que morreu, segundos antes.Cada desespero, cada ' e agora?' sucumbe ao ' não vai dar certo' que emenda um 'é melhor desistir'.

Quando me falta esperança, brinco de adivinhar o que Deus tem escrito no meu roteiro.

Às vezes, sinto que ele coloca milhares de páginas em branco, de propósito, como se fosse uma obra estranha construtivista, ou aquele livro que não lembro de quem era ( Machado de Assis?) com páginas cheias de pontos.


Você olha aquilo e se revolta, pensando 'wtf??, pra quê isso??

A esperança, quando se esconde e leva sua prima fé junto, te faz questionar a existência e a razão de viver do planeta inteiro. É um desafio à mente e à sua sanidade.

E vindo de alguém que já lutou contra um linfoma simpático, relevo que não perco as esperanças por coisas banais.



Ela sempre esteve aqui,como a cor dos meus olhos, da minha pele ou o meu sexo: imutável, nasceu comigo e ninguém me tira.



Por enquanto, fico aqui sentada, enxugando uma ou outra lágrima.

Esperando que a a tal da esperança seja só aquele gato que sai pela janela, passeia pelo bairro, some por uns dias e entra pela porta da sua casa feliz e contente, como se nada tivesse acontecido.





















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