Diagnóstico I

Eis que no médico (fui sozinha, já era grandinha né? Pois é, ali seria a última vez que entraria no médico, sem ele ter que pegar mais duas cadeiras pro meu pai e pra minha mãe). E numa conversa super tranquila e direta ele me elenca quatro possíveis diagnósticos: um inchaço do linfonodo por alguma bactéria, um inchaço por um motivo X, sem motivo, uma reação babaca do meu corpo, tuberculose ou ... piiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiii
Não consegui mais raciocinar:
- Oi? Tuberculose?Como assim? As pessoas ainda tem isso? Isso é super doença do século XIX, os personagens dos livros que eu lia na escola tinham tuberculose!!
Enfim, fiquei meio passada, primeiro por achar bizarro e segundo, isso implicaria em tomar remédio por 6 meses, e uma restrição à varias coisas.
Pois bem, acontece que o último diagnóstico era o linfoma. Que por sorte, na hora eu não tinha mínima idéia do que se tratava.Minha cabeça ainda tentava digerir a possibilidade da tal tuberculose.

Um outro exame foi pedido, uma punção. É mara: uma agulha que enfiam sem anestesia, na sua bolinha,pra tirar as células de lá.
Ali começava um longo processo de tolerância à agulhas e afins, pra uma menina que passava mal e suava na sala de espera, quando fazia um exame rotineiro de sangue.

O resultado da punção diminuía pra duas possibilidades: ou era uma reação babaca do meu corpo ou era linfoma. Ali, eu já sabia do que se tratava, graças a uma conversa com minha melhor amiga, veterinária (viva o povo de biológicas!) que me explicou o que era e me deu os sintomas.
Prurido.
- o que é prurido?
- É coceira na pele.
- ah, eu tenho isso, e tô com isso há MESES.
Li todos os sintomas e tinha no mínimo uns 4 daqueles citados. Ali caiu minha ficha e já ia aceitando devagarinha a possibilidade real de estar com câncer.

O exame final seria uma biópsia e o resultado dali seria o definitivo.

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