Hoje é o dia mundial de prevenção ao linfoma.
Sempre que vejo divulgações, campanhas e etc., me sinto numa obrigação, quase que inerente, de divulgar.


Aqui no blog,que nem escrevo tanto assim ( e confesso, desculpa aí leitor camarada, mas criei isso, de início, pra mim, myself and I. Foi uma forma de atualizar um diário, já que não conseguia fazer isso da maneira antiga, na caneta), nunca cheguei a falar sobre isso.
Não tinha vontade, não sei porque, sempre escrevi com a alma e a alma nunca pediu pra ficar digitando sobre isso.


Mas hoje, surgiu um mix de 'preciso escrever pra mim e talvez pra alguém que se depare com isso na família, algum dia e saia procurando aos prantos isso pela internet.'

Os sintomas I

Pois bem, talvez a minha história sirva pra acalmar alguém que esteja passando pela mesma situação. Mesmo assim, eu relevo, o meu caso, o jeito que lidei com as coisas, como aconteceu, foi o MEU caso. Acredito que as pessoas lidam de maneiras diferentes e sofram de maneiras diferentes.


Um belo dia, assistindo uma aula de História da América na faculdade, passo a mão pelo pescoço, sem querer e sinto uma bolinha, bem onde fica aquela tal da 'saboneteira'.
Virei pra minha amiga e perguntei, achando estranho:
- olha, tá vendo isso aqui? Cabei de ver, que será que é?
- 'ah, vc não tava resfriada essa semana? Deve ser uma íngua.
- íngua? mas ingua não dá aqui mais pra cima da garganta?
Achei estranho, nunca tinha tido uma íngua na vida.
E durante aquelas últimas semanas, eu já sentia uns sintomas que lembrava uma gripe que não ia embora nunca. Eu, que sempre fiquei gripada (sistema imunológico bosta, nesse ano, entendi que é um defeito de fábrica).
Sentia um cansaço descomunal, há um mês. Acordava pra trabalhar e tinha vontade de chorar de tanto cansaço e não entendia de onde vinha aquilo.Me sentia meio fraca e com um cansaço que não tinha explicação.
Depois, comecei a sentir uma espécie de 'leseira'. Num certo horário do dia, sentia que faltava energia no corpo, ao ponto de me deixar meio lesa, como se não tivesse comido o dia inteiro. E sentia uma febre bem baixa.
Eram essas as sensações ... e tudo isso, pra uma pessoa que vivia gripada, mês sim, mês não, só se tratava de mais uma gripe esquisita. Não liguei. Até que um dia, sentei no sofá nesse momento 'leseira, tudo girava, não conseguia me movimentar direito.
Lembro até hoje de ter sentado no sofá da sala e pensar 'algo está errado.'


Por coincidência ou não, uma semana antes de ir ao médico, ver da tal bolinha, tinha pedido demissão de um trabalho 'várzea' que tinha arranjado. Estava odiando, não tinha nada pra fazer o dia todo. Pedi demissão, numa semana que sentia minha garganta ruim e algo que parecia o começo de gripe.
Lembro de conversar com o meu chefe e inventar uma história da carochinha, dizendo que eu não estava me sentindo bem e meu pai estava preocupado comigo, porque estávamos vendo que algo estava errado.



Foi um mentira ridícula que inventei na hora, pra não ter que dizer a verdade e dar uma de vítima no estilo: não esotu bem, preciso me cuidar.


Ironia do destino, mal sabia eu que aquela desculpa esfarrapadérrima seria uma verdade que nem eu conhecia e que iria mudar minha vida,a partir daquele mês.































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