Sobre Jobs, câncer e a morte
[parte 1]
Semana passada, confesso que soltei um suspiro de tristeza, quando vi a notícia da morte de Steve Jobs, pipocando na internet.
"Mais um que não venceu", pensei.
Pra mim pouco importa o que ele foi ou não foi.
Sinceramente, achei de um blá blá blá imenso por uma pessoa, que sim, revolucionou a informática e a tecnologia, o design e deixou as pessoas no mundo inteiro muito mais conectadas.
Mas só.
E ver as pessoas replicando a torto e a direito as frases de Jobs como ditados chineses milenares. algumas dessas mesmas pessoas, citando Confúncio (oi?) uns dias antes, me fez pensar que talvez o mundo esteja mesmo perdido.
Jobs revolucionou o design dos computadores e mostrou que beleza e facilidade são possíveis. E que convencer as pessoas de que precisam de algo que na verdade,não precisam, não só é possível, mas é como tirar doce de criança.
Não acho digno endeusar alguém a tal ponto.
Admiro-o como grande executivo e homem de negócios. Sim, o cara era foda. Um grande CEO.Mas só. Então, não confundam alhos com bugalhos, minha gente.
Há muitas pessoas no mundo que merecem tanto ou maior alarde sobre suas mortes do que Steve Jobs.
Sim, acho o Iphone lindo, o Ipad relativamente inútil, e o Mac realmente, de um lógica muito mais fácil de se utilizar.
Não tenho um Iphone, porque acho caríssimo e cuido dos meus objetos, como uma criança de 5 anos.
Iria espatifar-se no chão em menos de 1 mês. Pra mim, não compensa.
E meu celular atende muito bem ao que eu preciso. ( e é highlander, cai no chão, se afoga, faz salto em distância e continua vivíssimo).
Também, porque acho que de uma falta de respeito e alienação absurda, essas pessoas que sentam numa mesa ou estão acompanhadas, baixam a cabeça e ficam com o dedinho lá, mexendo por minutos a fio naquela joça, esquecendo completamente da existência da pessoa que está ao seu lado.
Tenho medo de ter um celular muito divertido e esquecer que divertida é a pessoa que está ao meu lado, naquele momento.
Não tenho um Ipad, porque acho inútil e também caro.
Não tenho um Mac porque já tenho outro laptop, que atende todas as minhas necessidades.
E acho uóolhodacara, pagar 5-6 mil num computador que, sendo portátil, a ideia é levar de lá pra cá.
A ideia de não poder levar algo de lá pra cá, porque a maldita joça portátil é cara demais pra ser quebrada/esquecida/furtada é demais pra minha cabeça. Enfim, não trato minhas coisas como bicho de estimação e o preço de aparelhos da Apple são dignos de ser tratadas como bicho de estimação.
Ah, mas tenho um Ipod, daqueles pequenininhos, quadradinhos.Ótima companhia pras caminhadas, corridas e horas de trânsito chato.
Mas bem, como disse, não era bem sobre isso que queria escrever.
Foi o discurso na integra que eu li - sim, o tal discurso em Stanford -que me pegou.
As palavras dele não são sinônimos de alguém incrível e de fantástica humanidade. As palavras sobre a morte, imagino que sejam sinônimas à TODOS aqueles que já passaram por um câncer.
Vi, nas palavras dele, a ilustração de uma parte da minha filosofia de vida de uns 4 anos pra cá.
[continua]
Semana passada, confesso que soltei um suspiro de tristeza, quando vi a notícia da morte de Steve Jobs, pipocando na internet.
"Mais um que não venceu", pensei.
Pra mim pouco importa o que ele foi ou não foi.
Sinceramente, achei de um blá blá blá imenso por uma pessoa, que sim, revolucionou a informática e a tecnologia, o design e deixou as pessoas no mundo inteiro muito mais conectadas.
Mas só.
E ver as pessoas replicando a torto e a direito as frases de Jobs como ditados chineses milenares. algumas dessas mesmas pessoas, citando Confúncio (oi?) uns dias antes, me fez pensar que talvez o mundo esteja mesmo perdido.
Jobs revolucionou o design dos computadores e mostrou que beleza e facilidade são possíveis. E que convencer as pessoas de que precisam de algo que na verdade,não precisam, não só é possível, mas é como tirar doce de criança.
Não acho digno endeusar alguém a tal ponto.
Admiro-o como grande executivo e homem de negócios. Sim, o cara era foda. Um grande CEO.Mas só. Então, não confundam alhos com bugalhos, minha gente.
Há muitas pessoas no mundo que merecem tanto ou maior alarde sobre suas mortes do que Steve Jobs.
Sim, acho o Iphone lindo, o Ipad relativamente inútil, e o Mac realmente, de um lógica muito mais fácil de se utilizar.
Não tenho um Iphone, porque acho caríssimo e cuido dos meus objetos, como uma criança de 5 anos.
Iria espatifar-se no chão em menos de 1 mês. Pra mim, não compensa.
E meu celular atende muito bem ao que eu preciso. ( e é highlander, cai no chão, se afoga, faz salto em distância e continua vivíssimo).
Também, porque acho que de uma falta de respeito e alienação absurda, essas pessoas que sentam numa mesa ou estão acompanhadas, baixam a cabeça e ficam com o dedinho lá, mexendo por minutos a fio naquela joça, esquecendo completamente da existência da pessoa que está ao seu lado.
Tenho medo de ter um celular muito divertido e esquecer que divertida é a pessoa que está ao meu lado, naquele momento.
Não tenho um Ipad, porque acho inútil e também caro.
Não tenho um Mac porque já tenho outro laptop, que atende todas as minhas necessidades.
E acho uóolhodacara, pagar 5-6 mil num computador que, sendo portátil, a ideia é levar de lá pra cá.
A ideia de não poder levar algo de lá pra cá, porque a maldita joça portátil é cara demais pra ser quebrada/esquecida/furtada é demais pra minha cabeça. Enfim, não trato minhas coisas como bicho de estimação e o preço de aparelhos da Apple são dignos de ser tratadas como bicho de estimação.
Ah, mas tenho um Ipod, daqueles pequenininhos, quadradinhos.Ótima companhia pras caminhadas, corridas e horas de trânsito chato.
Mas bem, como disse, não era bem sobre isso que queria escrever.
Foi o discurso na integra que eu li - sim, o tal discurso em Stanford -que me pegou.
As palavras dele não são sinônimos de alguém incrível e de fantástica humanidade. As palavras sobre a morte, imagino que sejam sinônimas à TODOS aqueles que já passaram por um câncer.
Vi, nas palavras dele, a ilustração de uma parte da minha filosofia de vida de uns 4 anos pra cá.
[continua]
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