Escrevo pouco, mas escrevo quando é importante.
Nem lembrava que tinha escrito aqui desde que cheguei na minha nova casa.
Foi um longo caminho até aqui. Além do físico obviamnte.
Um longuissimo caminho emocional e sinto que sou uma pessoa MUITO diferente da que quando cheguei.
E nada tem a ver como novo país, nova lingua, adaptacao, novas pessoas. Foi um mergulho interno.
A Mariana de hoje é uma outra Mariana e senti essa diferenca a partir de janeiro deste ano.
Reconheci o inferno que passei emocionalmente ano passado. Entendi meus traumas. Entendi que me enxergo que a uma maneira distorcida. Quase como as pessoas com bulimia e anorexia fazem. Se olham no espelho e nao veem o que realmente sao. Veem sempre como algo pior.
Acho que ainda tenho um longo caminho mas já sinto as diferencas.
Sinto que aos poucos vou me reerguendo e definindo o que vai ou nao acontecer comigo.Definindo limites, desenhando linhas e restricoes. O famoso AQUI NAO.
Nao sei se quero esmiucar os detalhes aqui.
Talvez um dia eu tenha mais inspiracao pra contar nos detalhes as pessoas que cruzei e o que cada uma delas me fez prestar atencao em mim.
Nao foram experiencias muito bacanas, mas foram muito importantes.
Hoje o que eu busco é me reerguer cada vez mais. Me amar. Eu sei que eu nao me amo mas eu ainda nao entendi por onde comeca essa coisa de se amar.
É bem complicado.
Busco uma pessoa que me ensine e me faca ver o que preciso melhorar nas minhas questoes emocionais. Alguem que me transborde amor. Eu mereco ser amada e ser feliz. Viver finalmente uma plenitude na minha vida emocional.
Sinto que o Adam poderia ser essa pessoa. Mas ao mesmo tempo que sinto uma plenitude sinto que tem algo errado. Ainda nao entendi o que é.
Talvez sejam só duas pessoas que se cruzaram e vieram com uma mala. Uma mala de traumas.
E agora cada um entrou na mesma estrada juntos. As vezes de mao dadas, as vezes nao. As vezes se olhando as vezes nao. As vezes um na frente e outro atras. As vezes ao contrario. Mas a malinha ta ali.
Talvez eu ache que so eu posso reclamar do quando minha mala eh pesada.
Mas eu nao sei a mala dele.
Nao sei a cor. O tamanho. Nao sei se ele carrega como mochila aceitando que ela esta ali mas se permitindo se movimentar mesmo com ela nas costas.
Nao sei se ele amarrou na bicicleta e ate nem pensa na mala.
Eu nao sei.
Sei agora que preciso ir lidando com meus traumas e com uma nova Mariana.
Sei que preciso me comunicar. Dizer o que vejo, o que sinto, o que gosto, o que nao gosto tanto assim.
Gosto do vivemos mas desgosto do que temos.
Algumas coisas simplesmente nao encaixam pra mim.
E eu vou descobrir em breve e tomar o rumo da minha vida.Seja pra seguir nessa estrada com ele,de maos dadas.
Seja pra pegar a primeira saída e seguir minha rota sozinha.
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