Oi. Essa sou eu te escrevendo do passado pra vc no futuro que agora te é presente.
Se tudo aconteceu de acordo como deveria, esse texto vai se desintegrar em 3,2...
Não, mentira.
Se tudo aconteceu de acordo eu e vc estamos juntos and felizes e eu te adoro mais que tudo nessa vida.
Não sei ao certo em que momento vou te mostrar esse texto. Mas sei que em algum momento ele vai surgir na sua mão.
Escrevo ele agora num blog, que obviamente não te mostrarei nem sob tortura e ameaça de morte.
No blog tem postagens minhas desde 2009, então entenda que nem decapitando minhas mãos vc terá acesso a ele. É minha maneira de me manter sã em alguns momentos não tão sãos da minha vida.
Mas copiarei e te enviarei provavelmente por email... mas ele vai sem data.
Então datado está:
Hoje é quinta feira, 18 de outubro de 2018. Estou em casa bebendo vinho numa xícara (muito fina, preciso comprar taças, sério!) e te escrevendo pro seu futuro você. O seu presente ( e agora, passado) você está em algum lugar do Tocantins agora.
São dez da noite, estamos em pré eleição, e hoje saiu uma notícia bombástica sobre financiamento ilegal de empresas para a campanha do Bolsonaro.
As redes sociais fervem política e ignorância e eu sinceramente me sinto bem desesperançosa.
(eu realmente espero que no seu presente ele não esteja sendo nosso presidente, então te escrevo há espera de um milagre, como aquele negão do filme do Tom Hanks)
Hoje também garoou no começo da noite, mas isso ninguém vai lembrar.
Boca aberta que sou já devo ter te comentado que sou meio bruxinha, meio esquisita e pans e se vc não me viu acendendo velas pela casa, me verá em breve.
Te escrevo pra dizer o quanto te admiro e o quanto te acho foda. Pra dizer que no primeiro dia que sai do portão do meu prédio e te vi parado na frente do seu carro, ali, naquele momento, eu já sabia que ia ser legal.
Não, eu não sabia que iriamos ficar juntos, mas sabia que pelo menos aquela noite até o fim, seria legal.( se eu fosse fodona assim eu ja teria jogado na loteria e estaria morando em Bali numa cabana, darling)
Depois confesso que eu quase desisti de vc. Sim, desisti. Pq sou teimosa, sou cabeça dura e se as coisas não saem de acordo como eu gostaria, aí tá tudo perdido.
Sei lá, acho que fiquei durante muito tempo com a impressão que vc era um cara que só queria umas putarias e na real, eu tava sem saco dessas coisas de putaria rasa, sem grandes emoções.
Quase te mandei um "au revoir, my friend, que desse filme eu tô no replay há anos, e nada mais me emociona" mas algo me segurou.
Alguma coisa, alguma coisa láááá no fundo me dizia: minha filha, segura essa marimba e tenha paciência.
E aí lembrei de uma coisa que pensei logo que te conheci :ele sou eu, mas numa versão masculina.
Então, se somos tão parecidos, preciso ter paciencia. A essência dele deve ser a coisa mais maravilhosa do mundo, mas tem aí uma caralhada de muretas que dá canseira até na galerinha que faz parkour.
Não desista.
E foi isso, eu não desisti. E é por isso e por outros milhares de motivos que vc lê esse texto nesse momento.
Te escrevo também pra dizer que sou melhor escrevendo do que dizendo. Eu digo pouco e penso muito.
Eu penso demais. Pra caralho mesmo. Eu guardo mais informação mental que o Icloud da própria Apple e eu faço conexão entre todas elas.
Penso tanto que em 30 min sentada na sua frente, numa primeira noite de bar eu já tinha uma ficha inteira do que vc era ou não era.
Não me leve a mal, não era ficha pra candidato a casamento, mas meu hobby sempre foi sacar as pessoas. E vou te falar eu eu sou ótchema nisso.
E pra vc se achar ali naquela mesa de boteco, eu já tinha dado um check num item muito importante.
"Caralho, é um homem. Não tô falando com um moleque, tô falando com um homem e como isso é bom"
E por aqui te peço desculpas também, pq muito do que eu penso eu não verbalizo.
E cara, eu penso coisas lindas de vc. De verdade. Se eu falasse tudo que eu penso eu seria uma puta poeta. Mas eu sou ruim demais em me expressar, então às vezes prefiro escrever.
Queria te dizer que em 1 mes que te conheco, já senti umas paradas estranhas ... uma sensação de " hun, é isso aí que quero! Um parceiro, uma amigão, um homem que eu olhe e ache um foda da porra.
Não sei darling, mas deu um match mental pra mim e isso é raro.
Eu que sempre fui a maior questionadora sobre vida a dois, a maior refutadora do amor romantico, senti uma paradinha estranha. Meio como quando vc coloca uma calça jeans e vc olha no espelho e diz : porra, que maravilha que eu fico com ela, seria legal poder sempre estar com ela por aí (Desculpe, vc é muito mais que uma Levis 501, ta?)
Então, se nesse momento que vc lê essa cartinha do além, te confirmo:
EU QUE TE CACEI MY DARLING, sorry to say, nada foi por acaso.
Te escrevo também pra dizer que eu vou fazer de tudo pra isso dar certo, mas te adianto eu já te peço paciência. Eu não sou fácil.
Eu tenho traumas emocionais consideráveis e já tá constatado aqui em alguma anotação minha, entre uns papéis perdidos, uns incensos velhos, uns salmos que minha mãe (que nem católica é) me deu,e alguns conflitos do passado que eu tenho um gênio de égua da porra. Junto com essa anotação eu tenho umas notas aqui que listam " bateção de portas", agressividade, rancor, verborragia passional e mensagens de texto com o único objetivo de machucar o outro.
Aqui também tá escrito inacessibilidade emocional quando magoada ou com raiva e longos momentos de silêncio acompanham.
Assim, não que seja novidade pra vc, mas leoazinha né, sabe como é. A gente não é legal quando a unha encrava de vez e sangra.
Eu passo essa imagem plácida aí que engana o Vaticano, mas na real eu sou uma panela de pressão e às vezes dá ruim. E vai dar ruim dos jeito mais estranhos: de passiva agressiva pra mudez instantanea.
Pra algumas saídas à francesa que parecem muito phynas, mas que no fundo é só meu jeito racional de não socar uma parede próxima a vc. Isso inclusive aconteceu na primeira vez que pisei o pé na sua casa.
E vc não deve saber disso provavelmente até hoje.
Por isso, to aqui no passado já dando um jump no futuro pra berrar " Take it easy my brother".
Eu pareço ser uma placidez e tenho essa cara de sei o que tô fazendo, mas quando ninguém vê eu tô em lágrimas pedindo ajuda pros Ets até.
Mas tirando esses poucos momentos, eu só quero paz arroz e amor.
E caso vc esteja lendo isso e até agora nada ruim aconteceu, me dê parabens pelo meu auto controle mental e emocional. Merci.
É isso. Vc está agora na porra do Tocantins da puta que pariu virando à esquerda e muitas vezes essa semana pensei que gostaria que vc estivesse mais pertinho pra gente ir ali na esquina tomar uma breja
Pra te ouvir pela milesima vez tentando me convencer em participar de alguma putaria legal sua: um menage, um momento voyeur, eu vc e uma mina ou sei lá o que.
(a essa altura que vc lê, me pergunto, será que a gente já fez?)
Se sim, que legal.
Senão, eu tenho certeza que é pq o que eu sinto por vc hoje (hoje pra vc e não pra mim que agora te escrevo) é tão foda, que acho que tive um pânico real de em algum momento não gostar de ver algo e nunca mais poder apagar essa imagem mental de mim.
Que até o seu hoje presente vc tenha vivido momentos maravilhosos, alegrias, risadas, seja comigo ou com qualquer outra garota que tenha cruzado seu caminho nesse meio tempo. E fico feliz que por tantas outra minas no caminho, ficamos eu e vc nessa treta da vida que é viver e evoluir.
Que seja lindo enquanto dure isso que vai acontecer com a gente.
Desde já, do seu passado, saiba que te acho um foda.
E tenho certeza que vc aí no futuro só melhorou :)
Um bêxo.
Mari.
Se tudo aconteceu de acordo como deveria, esse texto vai se desintegrar em 3,2...
Não, mentira.
Se tudo aconteceu de acordo eu e vc estamos juntos and felizes e eu te adoro mais que tudo nessa vida.
Não sei ao certo em que momento vou te mostrar esse texto. Mas sei que em algum momento ele vai surgir na sua mão.
Escrevo ele agora num blog, que obviamente não te mostrarei nem sob tortura e ameaça de morte.
No blog tem postagens minhas desde 2009, então entenda que nem decapitando minhas mãos vc terá acesso a ele. É minha maneira de me manter sã em alguns momentos não tão sãos da minha vida.
Mas copiarei e te enviarei provavelmente por email... mas ele vai sem data.
Então datado está:
Hoje é quinta feira, 18 de outubro de 2018. Estou em casa bebendo vinho numa xícara (muito fina, preciso comprar taças, sério!) e te escrevendo pro seu futuro você. O seu presente ( e agora, passado) você está em algum lugar do Tocantins agora.
São dez da noite, estamos em pré eleição, e hoje saiu uma notícia bombástica sobre financiamento ilegal de empresas para a campanha do Bolsonaro.
As redes sociais fervem política e ignorância e eu sinceramente me sinto bem desesperançosa.
(eu realmente espero que no seu presente ele não esteja sendo nosso presidente, então te escrevo há espera de um milagre, como aquele negão do filme do Tom Hanks)
Hoje também garoou no começo da noite, mas isso ninguém vai lembrar.
Boca aberta que sou já devo ter te comentado que sou meio bruxinha, meio esquisita e pans e se vc não me viu acendendo velas pela casa, me verá em breve.
Te escrevo pra dizer o quanto te admiro e o quanto te acho foda. Pra dizer que no primeiro dia que sai do portão do meu prédio e te vi parado na frente do seu carro, ali, naquele momento, eu já sabia que ia ser legal.
Não, eu não sabia que iriamos ficar juntos, mas sabia que pelo menos aquela noite até o fim, seria legal.( se eu fosse fodona assim eu ja teria jogado na loteria e estaria morando em Bali numa cabana, darling)
Depois confesso que eu quase desisti de vc. Sim, desisti. Pq sou teimosa, sou cabeça dura e se as coisas não saem de acordo como eu gostaria, aí tá tudo perdido.
Sei lá, acho que fiquei durante muito tempo com a impressão que vc era um cara que só queria umas putarias e na real, eu tava sem saco dessas coisas de putaria rasa, sem grandes emoções.
Quase te mandei um "au revoir, my friend, que desse filme eu tô no replay há anos, e nada mais me emociona" mas algo me segurou.
Alguma coisa, alguma coisa láááá no fundo me dizia: minha filha, segura essa marimba e tenha paciência.
E aí lembrei de uma coisa que pensei logo que te conheci :ele sou eu, mas numa versão masculina.
Então, se somos tão parecidos, preciso ter paciencia. A essência dele deve ser a coisa mais maravilhosa do mundo, mas tem aí uma caralhada de muretas que dá canseira até na galerinha que faz parkour.
Não desista.
E foi isso, eu não desisti. E é por isso e por outros milhares de motivos que vc lê esse texto nesse momento.
Te escrevo também pra dizer que sou melhor escrevendo do que dizendo. Eu digo pouco e penso muito.
Eu penso demais. Pra caralho mesmo. Eu guardo mais informação mental que o Icloud da própria Apple e eu faço conexão entre todas elas.
Penso tanto que em 30 min sentada na sua frente, numa primeira noite de bar eu já tinha uma ficha inteira do que vc era ou não era.
Não me leve a mal, não era ficha pra candidato a casamento, mas meu hobby sempre foi sacar as pessoas. E vou te falar eu eu sou ótchema nisso.
E pra vc se achar ali naquela mesa de boteco, eu já tinha dado um check num item muito importante.
"Caralho, é um homem. Não tô falando com um moleque, tô falando com um homem e como isso é bom"
E por aqui te peço desculpas também, pq muito do que eu penso eu não verbalizo.
E cara, eu penso coisas lindas de vc. De verdade. Se eu falasse tudo que eu penso eu seria uma puta poeta. Mas eu sou ruim demais em me expressar, então às vezes prefiro escrever.
Queria te dizer que em 1 mes que te conheco, já senti umas paradas estranhas ... uma sensação de " hun, é isso aí que quero! Um parceiro, uma amigão, um homem que eu olhe e ache um foda da porra.
Não sei darling, mas deu um match mental pra mim e isso é raro.
Eu que sempre fui a maior questionadora sobre vida a dois, a maior refutadora do amor romantico, senti uma paradinha estranha. Meio como quando vc coloca uma calça jeans e vc olha no espelho e diz : porra, que maravilha que eu fico com ela, seria legal poder sempre estar com ela por aí (Desculpe, vc é muito mais que uma Levis 501, ta?)
Então, se nesse momento que vc lê essa cartinha do além, te confirmo:
EU QUE TE CACEI MY DARLING, sorry to say, nada foi por acaso.
Te escrevo também pra dizer que eu vou fazer de tudo pra isso dar certo, mas te adianto eu já te peço paciência. Eu não sou fácil.
Eu tenho traumas emocionais consideráveis e já tá constatado aqui em alguma anotação minha, entre uns papéis perdidos, uns incensos velhos, uns salmos que minha mãe (que nem católica é) me deu,e alguns conflitos do passado que eu tenho um gênio de égua da porra. Junto com essa anotação eu tenho umas notas aqui que listam " bateção de portas", agressividade, rancor, verborragia passional e mensagens de texto com o único objetivo de machucar o outro.
Aqui também tá escrito inacessibilidade emocional quando magoada ou com raiva e longos momentos de silêncio acompanham.
Assim, não que seja novidade pra vc, mas leoazinha né, sabe como é. A gente não é legal quando a unha encrava de vez e sangra.
Eu passo essa imagem plácida aí que engana o Vaticano, mas na real eu sou uma panela de pressão e às vezes dá ruim. E vai dar ruim dos jeito mais estranhos: de passiva agressiva pra mudez instantanea.
Pra algumas saídas à francesa que parecem muito phynas, mas que no fundo é só meu jeito racional de não socar uma parede próxima a vc. Isso inclusive aconteceu na primeira vez que pisei o pé na sua casa.
E vc não deve saber disso provavelmente até hoje.
Por isso, to aqui no passado já dando um jump no futuro pra berrar " Take it easy my brother".
Eu pareço ser uma placidez e tenho essa cara de sei o que tô fazendo, mas quando ninguém vê eu tô em lágrimas pedindo ajuda pros Ets até.
Mas tirando esses poucos momentos, eu só quero paz arroz e amor.
E caso vc esteja lendo isso e até agora nada ruim aconteceu, me dê parabens pelo meu auto controle mental e emocional. Merci.
É isso. Vc está agora na porra do Tocantins da puta que pariu virando à esquerda e muitas vezes essa semana pensei que gostaria que vc estivesse mais pertinho pra gente ir ali na esquina tomar uma breja
Pra te ouvir pela milesima vez tentando me convencer em participar de alguma putaria legal sua: um menage, um momento voyeur, eu vc e uma mina ou sei lá o que.
(a essa altura que vc lê, me pergunto, será que a gente já fez?)
Se sim, que legal.
Senão, eu tenho certeza que é pq o que eu sinto por vc hoje (hoje pra vc e não pra mim que agora te escrevo) é tão foda, que acho que tive um pânico real de em algum momento não gostar de ver algo e nunca mais poder apagar essa imagem mental de mim.
Que até o seu hoje presente vc tenha vivido momentos maravilhosos, alegrias, risadas, seja comigo ou com qualquer outra garota que tenha cruzado seu caminho nesse meio tempo. E fico feliz que por tantas outra minas no caminho, ficamos eu e vc nessa treta da vida que é viver e evoluir.
Que seja lindo enquanto dure isso que vai acontecer com a gente.
Desde já, do seu passado, saiba que te acho um foda.
E tenho certeza que vc aí no futuro só melhorou :)
Um bêxo.
Mari.
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